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segunda-feira, 29 de junho de 2015

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Alunos do 5° ano da rede municipal de Itajaí, estudaram nas aulas de Educação Física, o tema: Hábitos Alimentares.





O estudo foi organizado em aulas expositivas, elaboração em grupo do cartaz e, para finalizar, os alunos construíram uma pirâmide alimentar em duplas, tendo como referência as aulas anteriores.






Na elaboração do cartaz, cada estudante trouxe um rótulo da embalagem de algum alimento que  consumiu durante o período estudado. 


Após a confecção do cartaz, o docente discutiu com os estudantes sobre as embalagens apresentadas, relacionando-as com as aulas sobre hábitos alimentares saudáveis. 

Identificou-se que a maioria dos alimentos consumidos estão no topo da pirâmide estudada, sendo  alimentos que não contribuem com a manutenção do peso considerado adequado pela organização mundial da saúde quando se verifica o índice de massa corporal (IMC). 

domingo, 28 de junho de 2015

EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Com a Educação Infantil em expansão no cenário educacional brasileiro, no qual o acesso das crianças é cada vez maior, a Educação Física aos poucos  vai ganhando seu espaço como área que pode contribuir com o desenvolvimento integral das pessoas, desde os primórdios da existência de cada um aqui nesse mundo. 

Porém, ainda, poucas são as prefeituras que integram às creches ou centros de educação infantil (CEIs) os profissionais que possuem uma visão diferenciada e profunda a respeito da motricidade humana. Isso porque, há a necessidade de se olhar critica e atentamente para a construção da motricidade humana das crianças desde a Educação Infantil.  

Os trabalhos que vem em desenvolvimento, publicados em revistas e congressos, revela que os profissionais em Educação Física falam uma linguagem diferente quando suas práticas pedagógicas são analisadas com mais cuidado, em especial no trato à finalidade atribuída a área nesse espaço, os objetivos elencados, conteúdos propostos, métodos de ensino e aprendizagem, recursos avaliativos, entre outros.  

Não é estranho identificar que para alguns profissionais atuantes na Educação Infantil que a Educação Física deve intervir com o desenvolvimento e aprendizagem motora das crianças, organizando estratégias que maximizem e aprimorem os movimentos; já para outros, quanto mais brincadeiras forem vivenciadas, explorando o aspecto lúdico das crianças, melhor será a atuação da área nesse espaço. Ainda, existe aqueles profissionais preocupados com a tomada de consciência por parte das crianças de suas ações, desde a conquista de movimentos, seus reconhecimentos, até na percepção de que estes são construídos culturalmente pela sociedade, possibilitando inúmeros espaços para suas utilizações com distintos sentidos e significados. 

Nesse sentido, o sinal da formação docente é acendido, sendo que a qualidade do processo formativo em que o docente estiver inserido fará a diferença em sua intervenção, podendo trilhar um dos caminhos acima mencionados ou na construção de outros. Assim, a leitura da Educação Física no Educação Infantil será realizada a partir da leitura de mundo que o profissional faz tanto na formação inicial quanto contínua de sua profissão. 


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O FUTEBOL COMO MERCADORIA

Atualmente, a bola no pé já não é apenas uma forma humana de se expressar, transcender, comunicar, cooperar (talvez esse termo nunca foi alcançado plenamente). É acima de tudo, a maior mercadoria do século XXI quando observamos a forma profissional de se fazer o futebol. 

O  Futebol, inserido no modos de produzir a existência capitalista, vem se transformando cada vez mais em um produto de venda e compra, uma mercadoria cada vez mais valiosa para aqueles que detêm os meios de produzi-lo, principalmente os donos de suas transmissões. O trabalhador, jogador entre outros, quando mais barato e produtivo, melhor! 

Certa vez, um tal Karl Marx olhando criticamente para as relações mercantis de sua época (século 19), verificou que as mercadorias apresentavam duas formas de expressar-se e existir, sendo elas: Aparência e Essência.  A aparência das mercadorias seria, resumidamente, o valor de uso e troca que elas obteriam no mercado. A essência revelaria as relações sociais historicamente constituídas no mercado que faziam que todas as mercadorias se igualavam no mesmo, revelando com isso processos complexos como a exploração do trabalho, mais valia, forças produtivas, alienação, entre outras facetas do modo produtivo capitalista. O futebol no período em que a reflexão marxista era fundada tinha mais um caráter cultural do que mercadológico, mesmo com o esporte chamado "moderno" em ascensão por todo o mundo.

De lá para cá, observamos que o futebol praticado atualmente apresenta-se como um produto a ser comercializado, portando, produzido com fins de venda e compra. Fica a saudade do futebol como prática do ser mais. Fixa-se o futebol como prática do ter mais. O trabalhador que fixa as traves, aquele que coloca a grama, os encanadores dos vestiários já perderam faz tempo de vista o produto futebolístico por eles elaborado. A alienação faz a sua parte. Afinal quem produz o futebol espetáculo?

Aparentemente, esse produto está no mercado para que as pessoas vivenciem momentos especiais como uma final inesquecível entre FLA X FLU ou uma derrota aterrorizante por 7x1 em casa na semi final do maior torneio da modalidade. Se ficasse só na aparência, o futebol seria uma mercadoria capenga, pois precisa de sua essência, aquilo que profundamente a faz existir. Se ficasse na aparência os atletas jogariam por amor a camisa. Porém, estamos falando do futebol profissional, logo, uma mercadoria que possuí uma essência.  

Essencialmente, o mercado recebe o futebol para que as pessoas o consumam cada vez mais e mais caro possível, pois, quanto maior o lucro, melhor. Os clubes apresentam-se como verdadeiras empresas, embora, isso fica invisível aos olhares da maioria da população. O Brasil nessa teia comercial vai se transformando em exportador de jovens atletas para mercados mais preparados, nos quais jogadores são revendidos por preços muito maiores daqueles investidos aqui. Vário são os exemplos de atletas que vão para clubes de menores expressão na Europa para que depois sejam vendidos para a elite futebolística.

No capitalismo, se uma empresa quer vencer no mercado é preciso passar por cima das demais e, no futebol, o espaço é o mais propicio para isso. Lá a competição é de alto nível, alto rendimento, alta competitividade. O trabalhador perde de vista o seu próprio trabalho (fabricar uma chuteira por exemplo) e o produto final realizado a partir dele (futebol).

Infelizmente, no país em que o futebol é a mercadoria mais "praticada" (comprada de fato) as pessoas se transformam em consumidores eternos, pois a paixão pelo clube (empresa) é maior que tudo, como alguns dizem, "eu morro por ti Corinthians". Nesse consumo, cresce o número de consumidores de sofá e decresce aqueles das arquibancadas. Afinal, o mercado tem faturado mais assim, pois diga-se de passagem, o número de transmissões "fechadas" aumenta a cada dia junto com o acesso virtual por meio da internet. 

O futebol praticado na chamada várzea está morrendo bruscamente, pois os espaços (várzeas) nos grandes centros quase não existem mais. Há uma lógica nisso: a mercadoria produzida pelas pessoas devem ser por elas pouco consumidas. Os meios de produzi-las cada vez mais ficam nas mãos de alguns em detrimento de muitos. A "várzea" que existe atualmente tem que ser paga. Os "donos" dos espaços decidem quantos reais custam uma hora do "pelego" rolando. Se você quer, pague! Se não quer praticá-lo, ligue a televisão e pague! Se não quer praticá-lo no campo de fato e nem assisti-lo, compre um jogo virtual e desfrute-o.

No país em que a Copa do Mundo é realizada, o preço para consumir o futebol exclui aqueles que podem daqueles que não podem. O crescente número de consumidores nas poltronas do sofá tem mostrado como esse produto ficou caro. Quanto estamos dispostos a pagar por ele?